Pato Branco - A Polícia Civil prendeu na última sexta-feira, em Pato Branco (Sudoeste), um paraguaio de 30 anos procurado pela Interpol. Flávio Acosta Riveros é acusado pela Justiça do país vizinho de, entre outros crimes, ter assassinado a tiros o jornalista paraguaio Pablo Medina e sua assistente Antonia Almada, em outubro de 2014 no departamento de Canindeyú, Paraguai, região próxima à fronteira com Guaíra (Oeste).
Investigadores da 5ª Subdivisão Policial (SDP) de Pato Branco, receberam uma denúncia de violência doméstica, de que ele teria agredido sua companheira, com quem morava há pouco mais de um ano em Pato Branco. Na investigação, os policiais também tiveram notícias de que se tratava de uma pessoa investigada pela polícia do Paraguai. Na manhã de sexta, ele foi abordado em frente à casa que morava, no centro da cidade.
O delegado-chefe da 5ª SDP de Pato Branco, Getúlio de Moraes Vargas, informou que Acosta apresentou documento falso. "Ele apresentou um Certificado de Dispensa, expedido pelo Ministério da Defesa em nome de Flávio Valério de Assunção, entretanto, como havia dúvida sobre a sua identificação, entramos em contato com a polícia paraguaia que nos confirmou que o suspeito se tratava de Flávio Acosta Riveros", detalhou o delegado.
Acosta segue preso na carceragem da 5ª SDP à disposição da Justiça. Vargas explicou que o paraguaio vai responder pelos crimes de uso de documento falso e por violência doméstica. No entanto, existe grande possibilidade de uma extradição para o Paraguai. Segundo o delegado, a decisão deve ser tomada nos próximos dias pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o ABC Color, de Assunção, jornal em que Medina era correspondente, as autoridades paraguaias mantém contato com a Justiça brasileira para antecipar a extradição. A publicação aponta que há uma vontade aparente do Brasil de fazer a extradição "o quanto antes". A reportagem especial sobre o caso relembra que Medina fazia a cobertura da guerra entre duas facções de traficantes paraguaios e recebia ameaças desde 2010. O ABC Color publicou que agora é esperada a captura de outro homem acusado de participar dos homicídios: Wilson Acosta Marques, tio de Flávio Acosta Riveros.

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