Paraguai restringe comércio de armas
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quinta-feira, 01 de fevereiro de 2001
Alexandre Palmar De Foz do Iguaçu 
A partir de hoje, os consumidores brasileiros devem encontrar dificuldades para comprar armas no Paraguai. É que entra em vigor decreto presidencial instituído para diminuir o contrabando de armas para o Brasil. O governo paraguaio quer aumentar a fiscalização sobre o comércio ilícito, inclusive em Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu.
Quem desejar comprar, transportar e até mesmo fabricar armas de fogo, explosivos e similares deverá apresentar cópia da carteira de identidade e do CPF autenticados pela embaixada ou consulado brasileiro no país vizinho. Os documentos serão encaminhados à Direção de Material Bélico, ligado ao Comando das Forças Armadas do Paraguai.
O superintendente da 6ª Subdivisão da Polícia Civil, Gilson Marciano de Olveira, espera que os comerciantes paraguaios respeitem a nova legislação, que pode diminuir o volume do contrabando de revólveres, pistolas, espingardas e munições através da Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai. Na opinião dele, entretanto, a diminuição da prática ilícita é pouco provável.
Segundo o policial, a facilidade em comprar armas na fronteira dificulta a investigação de homicídios na cidade, pois os assassinos costumam usar armas sem registro no Brasil. Noventa por cento dos homicídios ocorridos em Foz são cometidos com armas de fogo ilegais, afirma Oliveira, frisando que no Paraguai é possível comprar armamento à vontade e sem fiscalização.
Não há dados do governo federal sobre o contrabando. Estudo do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal revela que nos últimos cinco anos apenas 1% das armas que entrou ilegalmente no País foi apreendida. O controle na fronteira também é deficitário. Somente a Polícia Militar informou o total de apreensões no ano passado em Foz: 305. A Folha não conseguiu cópias dos relatórios das polícias Federal, Rodoviária e Civil.


