Paraguai não toma partido em crise argentino-brasileira
São Paulo, 29 (AE-ANSA) - O governo do Paraguai ainda não teve uma posição oficial sobre o conflito envolvendo o Brasil e Argentina. Hoje (29), o ministro da Indústria e Comércio, Guillermo Caballero, disse em Assunção que "antes de adotar qualquer posição, o Paraguai terá de ser muito prudente".
Para o ministro, "do ponto de vista dos princípios o Brasil tem razão mas, a partir da realidade econômica, quem está certa é a Argentina".
O ministro lembrou que, diante da desvalorização do Real, o Paraguai pediu medidas compensatórias na última reunião de presidentes, realizada em junho na capital paraguaia. O pedido foi ignorado.
O governo do Uruguai apóia a posição brasileira, embora tema o rompimento das normas do Mercosul. Para a diretora de Comércio Exterior, Graziella Bonfiglio, seu país não aceita cotas de importação ou qualquer outra medida restritiva no intercâmbio do Mercosul.
Luis Mosca, ministro da Economia, foi mais longe. "Se os mecanismos de salvaguardas dispostos pela Argentina se convertem em prática, os países menores sairão prejudicados." Para ele, este não será um bom ano para o Uruguai, cujo nível de atividade deve cair 2%. A consequência imediata, disse Mosca, será o desemprego.
O Uruguai ocupa atualmente a presidência pró-tempore do bloco e pediu, para a próxima quarta-feira, uma reunião em Montevidéu do Grupo Mercado Comum (GMC), o principal órgão executivo do bloco.
Dois dias depois, também na capital uruguaia, devem se reunir os ministros de Economia e Relações Exteriores do bloco subregional.





