Paraguai desiste de controlar fronteira
PONTE DA AMIZADE Paraguai desiste de controlar fronteira Lei que estabelecia horários para sacoleiros e caminhoneiros cruzarem a fronteira foi revogada ontem Ney de SouzaDIA DCongestionamento de mais de 100 ônibus na última quarta-feira foi um dos motivos da revogação da lei Emerson Dias De Foz do Iguaçu Especial para Folha Os vereadores de Ciudad del Este (Paraguai) decidiram cancelar ontem a lei que obrigava os caminhões e ônibus de sacoleiros a passar em horários pré-determinados pela Ponte da Amizade em direção a Foz do Iguaçu. Os vereadores da cidade paraguaia se reuniram na câmara e, por 12 votos a 4, anularam a medida criada por Dario Domingues Aguayo, que também é presidente da Comissão de Segurança do Trânsito. Domingues lamentou o cancelamento e afirmou que houve pressão da população e de setores muito importantes da cidade sobre os companheiros. Ele não citou nomes e disse ainda que apesar dos problemas ocorridos anteontem na aduana brasileira, o projeto foi um sucesso no lado paraguaio, já que os ônibus teriam demorado somente 19 minutos para sair de Ciudad del Este. A lei, implantada no último domingo para tentar diminuir os engarrafamentos constantes e melhorar a passagem de turistas na fronteira, não sobreviveu a quarta-feira, chamada de o dia D pelos sacoleiros e usuários da Ponte da Amizade. Anteontem, 115 ônibus voltavam ao Brasil pouco depois das 15 horas, horário determinado pela medida para a liberação dos ônibus, quando um congestionamento se formou sobre a ponte, por causa da demora na fiscalização dos agentes da Receita Federal, que não estariam preparados para vistoriar todos os veículos em um curto espaço de tempo. Houve reclamações por parte dos motoristas brasileiros, que chegaram a ficar cinco horas na fila. Depois de iniciada a confusão, os fiscais decidiram liberar a passagem dos ônibus, avaliando as mercadorias somente pelo sistema de amostragem. O presidente da Câmara de Vereadores de Ciudad del Este, Alício Peralta Martinez, foi quem sugeriu a suspensão da lei. Ele disse que seria melhor cancelar medida agora, para depois apresentar outra que ganhe o apoio de todos os interessados. Uma nova proposta pode sair na segunda-feira.





