Uma denúncia feita ao Ministério Público do Paraguai resultou ontem pela manhã na maior apreensão de CDs falsificados já realizada no território paraguaio. Uma carga com 833 mil CDs, 18 mil relógios e baterias para aparelho celular foi apreendida no Aeroporto Internacional Guarani (37 quilômetros a oeste de Foz do Iguaçu), em Mingua Guazú.
A carga de CDs está avaliada em cerca de US$ 4 milhões. Os relógios e as baterias não foram avaliados. A mercadoria estava em um avião cargueiro da empresa chilena LanChile que vinha do Panamá. Segundo a Justiça paraguaia, a carga saiu de Macau, passou por Miami (EUA) e seguiu para Mingua Guazú.
A guia de importação das mercadorias estava em nome da Importadora e Exportadora Araporã, de Ciudad del Este. Até a tarde de ontem, ninguém havia sido preso. Esta foi a segunda grande apreensão de CDs realizada este ano no Paraguai. Há menos de um mês, uma carga com 500 mil unidades também foi apreendida no mesmo aeroporto.
A maioria dos CDs apreendidos ontem eram de artistas brasileiros como Leandro e Leonardo, Chitãozinho e Xororó, Zé Ramalho, Exaltasamba, Era Uma Vez (internacional), entre outros.
O vice-ministro de Indústria e Comércio, Dario Peralta Sosa, disse no aeroporto que apreensão de ontem foi um passo importante no processo de combate a pirataria, intensificado a partir de uma campanha nacional lançada em 1995. ‘‘É um esquema antigo e muito poderoso. Temos que ter paciência e ser persistente para derrotá-lo’’, disse. ‘‘Desbaratamos os falsificadores do Paraguai e agora é a vez de impedir que as mercadorias pirateadas venham de outros países’’, afirmou.
Desde fevereiro deste ano, o governo paraguaio mantém um convênio com autoridades de Taiwan que trocam informações sobre a chegada e saída de mercadorias suspeitas. A intenção agora é fazer um intercâmbio com o Brasil e Argentina.

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