Paraguai amplia combate à pirataria
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de novembro de 1998
Lúcio Flávio Moura Especial para a Folha 
Os primeiros meses do governo Raúl Cubas Grau dão indícios de que o Paraguai pode estar entrando numa nova era na política de combate aos produtos falsificados. As pressões internacionais, principalmente dos Estados Unidos, fizeram o governo intervir no assunto, conseguindo uma aprovação rápida do Parlamento para a mudança da legislação.
Agora, o Ministério da Indústria e Comércio tem poderes ampliados. Pode atuar junto a aduanas e portos e determinar a prisão de envolvidos em esquemas de pirataria. A ausência de denúncias formais era considerado por especialistas como o principal impecilho para uma ação eficiente contra os suspeitos.
As estatísticas oficiais em nível nacional ainda são deficientes. Mas, segundo o Centro de Importadores e Comerciantes de Alto Paraná (Cicap), em quatro meses de operações, o novo governo já apreendeu uma quantidade de mercadorias superior ao período entre 1993 e 1998.
Em relação à pirataria, o governo Cubas está tendo um desempenho excelente, elogia Charif Hammoud, presidente do Cicap e proprietário da Monalisa, a mais requintada loja de departamentos do Paraguai.
Os esforços do país no combate à pirataria têm amenizado as críticas do governo norte-americano em relação às autoridades paraguaias. O problema quase provocou sanções econômicas por parte de Washington. Entretanto, constantes reuniões entre diplomatas dos dois países estão evitando perdas do comércio exterior paraguaio.
Com base em avaliações de estudos de empresas de consultoria, os norte-americanos consideram o Paraguai o pior país no ranking das falsificações.


