Parada gay condena preconceito
Parada gay condena preconceito
Dary Júnior
Curitiba
Albari RosaIrreverênciaDrag queens, drag kings e go go boys chamaram a atenção dos curitibanos durante a parada gay, que reuniu aproximadamente 200 pessoas no centro da cidade, apesar da chuva fina e do frioAnimação e irreverência deram o tom da 1ª Parada Gay Paranaense, realizada ontem por aproximadamente 200 pessoas no centro de Curitiba.
Os manifestantes cortaram chinelos da marca Rider em represália ao comercial que supostamente ridiculariza os homossexuais.
O protesto contra o preconceito terminou em festa na Boca Maldita, com direito a show do ator Jorge Lafond - a Vera Verão do programa humorístico de TV A Praça é Nossa, do SBT.
Nosso objetivo foi mostrar à sociedade que os gays existem e precisam ter seus direitos civis respeitados, disse a presidenta do Grupo Esperança (travestis), Marcela Prado.
A estratégia de cativar o público pela simpatia parece ter dado certo. Os mais velhos estranharam um pouco, mas riram bastante.
Os jovens apoiaram. Esse tipo de manifestação ajuda a combater a discriminação, avalizou o operário Reginaldo Mário Francisco.
O operário estava entre os muitos curiosos com a concentração de drag queens (homens vestidos com roupas femininas espalhafatosas), drag kings (mulheres em trajes masculinos sóbrios) e go go boys (rapazes prontos para a prática de sexo sado-masoquista).
Uma bandeira de 25 metros de comprimento com as cores do arco-íris, símbolo de todas as orientações sexuais, adornou a caminhada da Praça Santos Andrade até a Boca Maldita.
O coordenador do Grupo Dignidade, Toni Reis, ficou satisfeito com o número de participantes. Principalmente por causa do frio e da chuva fina, completou.
Ele destacou a presença de homossexuais de Porecatu e Londrina, cidades da região Norte do Estado.
Um grupo de anarco-punks também participou da manifestação posicionando-se contrário à homofobia.
A parada lembrou o Dia Internacional do Orgulho Gay, 28 de junho, criado em homenagem aos gays atacados pela polícia de Nova York (EUA) há 34 anos no bar Stonewall.





