Rio, 07 (AE) - O sol forte não espantou o público que se aglomerou hoje à tarde em frente ao Monumentos aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, para assistir à parada cívico-militar do Dia da Independência. Segundo o Comando Militar do Leste (CML), cerca de 300 mil pessoas assistiram o evento, que, pela primeira vez, foi encerrado com um show de pagodeiros e de música sertaneja.
"Esse show é para fazer uma integração entre as forças militares e a população, porque o 7 de Setembro não é apenas um dia de desfile, mas um dia de todos os brasileiros", afirmou o comandante do CML, general José Luís Lopes da Silva.
O governador Anthony Garotinho, que passou em revista à tropa antes de início da parada, às 15 horas, também comemorou o que foi chamado de "popularização" do desfile militar. "Isso é muito positivo porque é uma maneira alegre de se comemorar a nossa independência, como é feito nos Estados Unidos", afirmou.
O cantor Leonardo abriu o show, às 17 horas, seguido pela dupla sertaneja Gean & Roger e pelo grupo de pagode Katinguelê. A idéia, explicou o general Lopes da Silva, foi fazer uma prévia para a festa do ano 2000, quando o CML pretende contratar os cantores Roberto Carlos, Zezé de Camargo e Luciano e o grupo Só Pra Contrariar. "Já fizemos o convite ao Roberto Carlos e ele aceitou", adiantou o comandante do CML.
A primeira atração da parada militar do Rio foi o salto da equipe da Brigada de Infantaria de Pará-quedistas, que desceu em frente à tribuna de honra, onde estava o governador. O público também aplaudiu muito as rasantes de caças F-09, da Aeronáutica, o desfile dos tanques e de brucutus do Exército, além do pelotão do Corpo de Bombeiros, com 40 viaturas.
Um grupo de 10 sem-teto da Ilha do Governador, que estava em frente à tribuna, levou cartazes contra a falta de uma política de habitação do Estado. "Já se passaram oito meses desse governo e ainda estamos esperando uma ação mais efetiva do governador, que, na campanha, prometeu que iria resolver nosso problema", afirmou Robson Antônio da Silva, líder dos sem-teto.
Garotinho afirmou, que irá construir até o fim do seu governo 40 mil casas populares. "Certamente, eles não estão contra a minha política habitacional porque esse ano vamos fazer 7 mil casas populares, mais que as 5 mil que o governo anterior fez em quatro anos", afirmou.

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