Para UDR, conferência é 'imoralidade'
O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio Nabhan Garcia, classificou como uma ''imoralidade agrária'' a 2 Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (Ciradr), que se realiza em Porto Alegre, patrocinada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Garcia considerou ''um absurdo'' o governo brasileiro investir recursos no evento e convidar representantes de mais de 180 países para mostrar uma reforma ''fracassada''. Para ele, a reforma agrária no País simplesmente não existe. ''O que temos é o afrontamento de todas as leis com as invasões de propriedade por facções que se intitulam movimentos sociais.''
Segundo o presidente da UDR, o anúncio do ''2006 vermelho'' pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) gera um clima de tensão e intranquilidade no campo. ''Na hora que começarem os conflitos, quero ver quem vai se responsabilizar.''
Para ele, a naturalidade com que os líderes do MST anunciam a onda de invasões, consideradas crimes perante as leis do País, decorre da certeza da impunidade. ''Você nunca vê essas lideranças como João Pedro Stédile e Jaime Amorim (integrantes da direção nacional do MST) irem para a cadeia. Mesmo porque, se forem, sempre vai ter o STJ (Superior Tribunal de Justiça) para mandar soltar.''
O ruralista lamenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostre ''totalmente omisso'' em relação à crise no agronegócio ''que sustenta a balança comercial'', enquanto cede às pressões e libera recursos para os movimentos de sem-terra. (A.E.)





