A Vigilância Sanitária do Pará conta com apenas dois técnicos treinados no Programa Pró-Sangue, do Ministério da Saúde, e dois carros para inspecionar os 14 hemocentros do Estado. Segundo a própria vigilância, seriam necessários pelo menos 26 técnicos.
‘‘Precisaríamos ter, no mínimo, dois em cada uma das 13 regionais de saúde do Estado’’, disse o diretor da Vigilância Sanitária, Fernando Magalhães. Este ano, dos oito pontos de transfusão de Belém, apenas o Hemopa (Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará) - órgão estadual - foi inspecionado. Os seis hospitais públicos e o hospital Adventista, único banco de sangue privado, foram vistoriados só no ano passado. Segundo Magalhães, a vigilância vai inspecioná-los até dezembro para cumprir pelo menos a vistoria anual. Para o Ministério da Saúde, o ideal é uma inspeção a cada seis meses.
Pior está o interior, que ainda não foi vistoriado neste ano e nem será. Dos seis pontos de transfusão, apenas quatro foram vistoriados no ano passado. Além da inspeção dos hemocentros, a vistoria nos kits para exame de sangue também é precária.

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