Para Summers, deflação nos EUA é "muito improvável"
Washington, 22 (AE-DOW JONES) - O vice-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Lawrence Summers, afirmou ser "muito improvável" que o país esteja a caminho de uma deflação.
Summers foi interrogado durante cinco horas pelos integrantes do Comitê de Finanças do Senado. A sabatina precede a votação de sua nomeação para o cargo de secretário do Tesouro, anunciada no mês passado pelo presidente Bill Clinton.
Summers foi questionado sobre se o índice de preços ao consumidor de maio, que mostrou variação zero, não seria sinal de que os Estados Unidos estão caminhando para um período de deflação.
"A inflação zero em maio seguiu-se a uma alta de 0,7% em abril. Os dois números são extremos estatísticos. Nos últimos 12 meses, o CPI subiu 2,1%. isso é mais do que médias mais próximas de 1,5% para 12 meseses, que vimos em 1998 e nos primeiros meses deste ano", respondeu.
Segundo ele, "o consenso dos analistas do setor privado é que o CPI vai subir 2,1% em 1999 e 2,3% em 2000". Levando em conta essa tendência, Summers disse que "parece muito improvável que estejamos para entrar num príodo de deflação" - que, para ele, "teria sérias consequências para a economia, por ser associada a um colapso da demanda".
Summers ressalvou que "a economia dos EUA, porém, está vivendo um crescimento extraordinariamente forte, desemprego baixo e alta confiança do consumidor". A votação da nomeação de Summers no plenário do Senado é prevista para antes de 4 de julho - data em que o atual secretário do Tesouro, Robert Rubin, quer deixar o posto.





