Para Sindusfarm, quebra
de sigilo é um abuso
‘‘Estão querendo encontrar culpados antes de provar que existe culpa. A quebra do sigilo bancário é um abuso, uma decisão extremamente prematura.’’
A afirmação é de Sálvio Di Girólamo, vice-presidente-executivo do Sindusfarm, Sindicato da Indústria Farmacêutica do Estado de São Paulo.
Para ele, os laboratórios estão sendo acusados antes de ser ouvidos. ‘‘Não temos informações suficientes que indiquem a ocorrência de superfaturamento. Ainda não foram feitas análises comparativas profundas para se chegar a alguma conclusão. Mas se criou na sociedade uma consciência de que existem culpados e agora querem encontrá-los de qualquer forma.’’
Para o Sindusfarm, a diferença de preços entre medicamentos produzidos pela iniciativa privada e pelos laboratórios estatais – no caso, a Furp –, é justificável. Segundo Di Girólamo, os laboratórios investem de 20% a 25% de seu faturamento em pesquisas. Por outro lado, o preço máximo ao consumidor já traz uma margem de lucro de 30% para as farmácias, além de 12,6% gastos com o distribuidor. Os impostos equivalem a 18%.

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