Para sindicato, Petrobras repete os erros anteriores
A direção do Sindicato dos Petroleiros nos Estados de Paraná e Santa Catarina (Sindipetro) considera que a Petrobras não aprendeu nada com o acidente que hoje completa um mês. A falta de pessoal foi uma das causas principais do vazamento mas, mesmo assim, a empresa não quer reestruturar o seu quadro de funcionários, disse o presidente do sindicato, Hélio Seidel.
Segundo o tesoureiro do Sindipetro, Jaime de Oliveira Ferreira, durante o dia do acidente funcionários que trabalhavam na área de segurança foram buscados em suas casas. Tudo porque as áreas de segurança da refinaria foram desmontadas, afirmou. A direção da Repar não se pronunciou sobre o assunto.
Oliveira afirmou que, após o vazamento, a única alteração registrada foi uma sobrecarga ainda maior dos funcionários. No local do vazamento estão trabalhando funcionários que ficam o dia todo vistoriando a área, disse. A situação voltou ao que era antes do plano de reestruturação da Petrobras, quando um funcionário passou a excercer a função de três.
O sindicalista afirmou também que a empresa desmontou todos os sistemas de segurança. O perigo não é só em função de um vazamento, mas também nos setores de processamento, sujeitos a incêndios, declarou. Ele disse que as brigadas de incêndio foram desativadas. Também foi desativado o setor de manutenção. Antes todo o processo era preventivo, agora só se conserta quando se quebra, comparou. E quando não tem funcionários no local, é preciso ir buscá-los para reparar os danos.
Quanto aos funcionários demitidos, o presidente do Sindipetro informou que a superintendência da refinaria foi obrigada a reintegrar três dos quatro trabalhadores demitidos. Segundo ele, o processo de reintegração de mais um demitido deve acontecer nos próximos dias. O sindicalista acredita que o resultado dos pedidos de reintegração também seja favorável. O pedido dos petroleiros baseou-se no fato de os demitidos não terem tido espaço e tempo para se defender. A Petrobras pode contestar a decisão judicial até amanhã. (I.R.)





