Para Sesp, intervalo de tempo abordado no estudo é 'realidade distante'
Londrina A Secretaria Estadual de Segurança Pública do Paraná (Sesp) informou por meio de nota que já tinha conhecimento dos dados, mas ressaltou que considera o intervalo de tempo abordado "uma realidade já distante dos dias atuais". "A informação é de conhecimento da pasta, que vem realizando um trabalho concentrado para, de uma forma geral, reduzir os crimes contra a vida cometidos no Estado".
De acordo com a Sesp, com os mesmos dados levantados pela Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape), responsável pela análise criminal no Estado, algumas ações foram adotadas e já apresentaram resultados. A Sesp exemplifica que, no primeiro trimestre deste ano, grandes centros urbanos tiveram quedas expressivas, como Londrina (-44%) e Curitiba (-17%). Com base em dados da Cape, a média histórica de homicídios cometidos por arma de fogo, no Paraná, é de 70%.
A Secretaria também informou que a apreensão de armas de fogo aumentou no período de janeiro a março de 2015, em todo o Estado: 9% a mais, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Ao todo, foram tiradas de circulação, pelas polícias do Paraná, 1.760 armas de fogo. A nota destacou os efeitos do tráfico de drogas no Estado, que faz fronteira com o Paraguai. "A posição geográfica do Paraná, que faz fronteira com países produtores de drogas, coloca o Estado na rota do crime organizado. Além do tráfico de drogas, na região fronteiriça há contrabando de armas, que depois são distribuídas ilegalmente em grandes centros urbanos", expôs a nota.
FRONTEIRA
Para frear a entrada de armas e drogas no Estado, a Sesp anunciou recentemente a criação de um Centro Integrado de Inteligência Policial, com sede em Foz do Iguaçu, que contará com a participação das polícias do Rio de Janeiro e São Paulo, podendo esta parceria ser estendida para outros estados. "A maneira de se conter uma epidemia é primeiro criar barreiras para que ela não se alastre, e depois combatê-la", explicou o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz. "Na virada do século o crescimento econômico começa a migrar para o interior, para fora dos grandes polos como São Paulo e Rio de Janeiro, e a violência vai também. Mas ela chega muito antes das estruturas do Estado, que não está preparado para enfrentá-la", completa. (C.F.)





