Salvador, 03 (AE) - A primeira-dama Ruth Cardoso disse, hoje, em Salvador, que a crise econômica não deve afetar as parcerias do Comunidade Solidária com a iniciativa privada. "Nada disso pode comprometer nossos programas", declarou, na capital baiana, após reunir-se com cerca de cem empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). Dona Ruth foi pedir a participação das empresas do estado no programa Alfabetização Solidária, cujo objetivo é reduzir os índices de analfabetismo do País. Lembrou que sempre recebeu o apoio do empresariado e espera ampliar essa participação.
Em todo o Brasil, 48 empresas participam do programa. Desse total, apenas uma é da Bahia, a Cerâmica Eliane. Durante a reunião de hoje, mais duas anunciaram a adesão ao Alfabetização Solidária: a Companhia Petroquímica do Nordeste (Copene) e a superintendência regional da Petrobrás. Pelo programa, as empresas "adotam" turmas de 250 a 500 alunos. Cada aluno custa por mês R$ 34,00. A metade desse valor é pago pelo Ministério da Educação (MEC) e a outra pelas empresas participantes. "É uma das grandes vantagem desse método, o seu baixo custo", elogiou a primeira-dama.
A meta do Comunidade Solidária é ampliar para 500 mil o número de pessoas beneficiadas. No ano passado 275 mil foram alfabetizados. Amanhã, dona Ruth viaja para o município baiano de Varzéa da Roça para visitar um dos projetos do Comunidade Solidária.

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