Para quem está devendo, medida não surtirá efeito logo
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sexta-feira, 15 de outubro de 1999
por Regina Silva 
São Paulo, 16 (AE) - O índice de endividamento, que mede situações de pessoas com dívidas de curto e longo prazos, caiu 1 4% de setembro para outubro em São Paulo. O nível de inadimplência, no entanto, cresceu 2,9% em relação ao mês anterior, com aumento dos consumidores com dívidas em atraso, sendo que 15,8% dos pesquisados declararam que não poderão quitar suas dívidas.
Os dados são da pesquisa Índice de Endividamento e Inadimplência (IEI), realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP) e divulgada em parceria com a Agência Estado. Nessa avaliação, são entrevistados maiores de 18 anos residentes na cidade de São Paulo.
O índice de endividamento de outubro ficou cerca de 5% abaixo do registrado no segundo semestre de 1998. Conforme a pesquisa, apesar da queda no índice de comprometimento de renda com gastos correntes, seu nível, em outubro, ainda é cerca de 20% superior ao do segundo semestre do ano passado.
O economista da FCESP, Fábio Pina, acredita que, apesar da variação do índice em comparação a setembro não ser relevante
a população está se preocupando com o grau de endividamento. "Está havendo uma readequação; as famílias estão apertando cada vez mais os seus gastos e comprando apenas o essencial para se livrar das dívidas", comenta.
Os dados da taxa de risco de crédito neste mês revelam que vários consumidores não conseguirão sair da inadimplência, pois estão com a renda comprometida em gastos correntes (despesas mensais como água, luz, telefone, aluguel).


