Pára-quedistas morrem no mar
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segunda-feira, 08 de setembro de 1997
Mari Tortato Curitiba 
Uma rajada de vento muito forte durante o salto de um grupo de seis pára-quedistas - entre eles duas mulheres - ontem à tarde, em Guaratuba, no litoral do Estado, provocou a morte de dois deles. Um terceiro está desaparecido no mar. Os salva-vidas do Corpo de Bombeiros de Guaratuba conseguiram resgatar três deles ainda com vida.
O acidente aconteceu por volta das 15 horas, quando a escola de pára-quedismo Prisma, de Ponta Grossa, fazia treinamento habitual na praia de Guaratuba. Às 15h30, os bombeiros receberam o alerta de que o vento forte tirou os aprendizes da rota pré-estabelecida, carregando-os em direção ao mar, durante o salto. Uma lancha de salva-vidas que estava na água foi destacada para o resgate, mas só conseguiu alcançar três deles a tempo de impedir que se afogassem.
O problema é que o vento espalhou o grupo e eles foram cair na água a distâncias de até um quilômetro cada um, informou à Folha o tenente Edemilson de Barros, do Corpo de Bombeiros. Ele disse que os treinamentos na região de Guaratuba são frequentemente realizados pela escola Prisma. O plano de vôo deles era cair numa ponta de areia junto ao Morro do Cristo, mas no salto foram jogados em direção ao mar, contou o tenente Barros.
Até as 19 horas, quando foram suspensas as buscas, continuava desaparecida Cristiane Milico, de 30 anos. Os mortos no acidente foram Elza Maria da Silva, 30 anos, e João Olavo de Castro Filho, 24. Os resgatados com vida são Gilberto Carlos Sochascki, 31 - instrutor do grupo -, Rogério Alves, 23, e Thiago Peretti, 20 anos. O corpo de João Olavo foi resgatado apenas quatro minutos após o alarme, mas já sem vida.
Os pára-quedistas saltaram de um Sêneca prefixo PT-CBM, pilotado por Erlon de Mattos. Segundo o tenente Barros, as buscas para localizar Cristiane Milico reiniciam às 6 horas de hoje. Na operação de resgate, os bombeiros estão utilizando uma lancha e um barco inflável.


