São Paulo, 25 (AE) - O professorda Faculdade de Economia e Administração da USP, Guilherme Dias, considera um atraso a proibição sobre a realização de pesquisas com produtos agrícolas transgênicos (geneticamente modificados). Segundo Dias, atualmente de 70% a 80% dos investimentos realizados no mundo na área de desenvolvimento de produtos agrícolas e defensivos são direcionados a organismos transgênicos. "Seria um risco tomar uma posição contrária a esta direção."
Na opinião de Dias, não parece certo que o Brasil não desenvolva produtos transgênicos para ocupar espaços na comercialização da soja convencional. Segundo ele a rejeição aos produtos transgênicos na Europa e no Japão é surpreendente.
Ele atribui a reação dos consumidores europeus à influência da doença vaca-louca, que tirou a credibilidade das autoridades da área de defesa sanitária da Europa. No caso do Japão , ele atribui o posicionamento contrário aos transgênicos como parte do sistema de protecionismo japonês.
Para Dias, impedir a pesquisa sobre transgênicos no Brasil seria um risco fenomenal. O economista acha que uma possibilidade seria o Rio Grande do Sul virar uma área de proibição para os transgênicos, mas o resto do País autorizaria o plantio. "Assim não arriscaríamos tudo", diz ele.
Dias fez estas afirmações durante o seminário "A Comercialização da Safra no Novo Cenário Econômico", promovido pela Agência Estado e a consultoria MB Associados.

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