Para PRF, movimento é considerado fiasco
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terça-feira, 30 de janeiro de 2001
Da Agência Estado De Brasília 
A greve dos caminhoneiros, organizada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiros (MUBC), foi considerada um grande fiasco em todo o País, segundo balanço divulgado no início da noite pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Se em 1999 os caminhoneiros conseguiram congestionar grandes vias, ameaçando o abastecimento de gêneros alimentícios de grandes cidades, este ano a paralisação não teve adesão e só foram registrados conflitos localizados, com algumas prisões. A PRF destacou mais de 6 mil patrulheiros para acompanhar as manifestações em todo o País.
Além de não ganhar adesão, a paralisação não atrapalhou o fluxo de veículos nas estradas. Segundo a PRF, não houve dininuição do tráfego nas rodovias, mas os líderes do Movimento União Brasil Caminhoneiro afirmam que o protesto, por tempo indeterminado, está crescendo e ganhando adesões. Durante todo o dia a Polícia Rodoviária Federal registrou apenas pequenas concentrações de caminhões em postos de gasolina em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.
Dois caminhoneiros um no Rio Grande do Sul e outro de Santa Catarina foram detidos durante as manifestações. Também houve depredações de caminhões que ficaram de fora do movimento. Até o início da noite a PRF não havia registrado bloqueio de estradas. As poucas tentativas que ocorreram foram imediatamente contidas pelos policiais rodoviários, que contaram com o apoio da Polícia Federal.
Em Tatauí, na região de Sorocaba (SP), um grupo de caminhoneiros em greve queimou pneus velhos para impedir a passagem de veículos de cargas na Rodovia Antônio Romano Schincariol (SP-127) na madrugada de ontem. O piquete, que chegou a reter 65 caminhões, foi dispersado pela Tropa de Choque da Polícia Militar.


