Wilson Martinez, inspetor e chefe da comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná, diz que, na prática, não haverá nenhuma mudança na aplicação da lei. ''No nosso dia a dia continuaremos atuando da mesma forma, com bafômetros 24 horas. Já as consequências é que mudam.'' Conforme ele, a multa administrativa continua sendo aplicada, já que não compete à polícia colher as provas criminais. ''Se houver indícios de embriaguez, vamos registrar em nossos documentos e direcionar o motorista à delegacia.''
Martinez declara que a lei já começou a vigorar de forma equivocada. ''Desde o início, a lei permitiu muitos entendimentos. Este foi o maior problema. O bafômetro deveria trazer segurança ao motorista e não o contrário'', comenta. Por isso, a reformulação da lei ou a criação de uma mais rígida seria uma alternativa de eficácia para a diminuição dos trâmites burocráticos. ''Esperamos que a lei seja aprimorada, não somente pela tolerância zero, mas, também, a forma como vai ser aplicada.'' (M.T.)

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