Agência Folha
De Cuiabá
‘‘A Polícia Federal já sabe quem matou o juiz Leopoldino Marques do Amaral e só espera a hora correta para divulgar o nome dos envolvidos. Essa é minha opinião’’, declarou ontem o presidente da OAB-MT, Ussiel Tavares. Ele disse que sua convicção tem como base contatos que mantém com a PF e com a Procuradoria da República no Estado. O presidente da OAB mato-grossense disse que a morte está relacionada com denúncias de Amaral relativas ao envolvimento de integrantes do Poder Judiciário com o narcotráfico e com venda de sentença.
O juiz morto havia feito uma série de outras denúncias contra desembargadores. Tavares, para quem a PF já sabe quem encomendou o crime e quem o executou, recebeu anteontem a visita do presidente do Tribunal de Justiça, Wandyr Clait Duarte, do corregedor-geral, Paulo Lessa, e do desembargador Rubens de Oliveira Santos.
Foi mais um passo na ofensiva lançado pelo TJ em busca de apoio institucional. Os desembargadores já haviam se reunido com o governador Dante de Oliveira (PSDB), com a Assembléia Legislativa e com o Ministério Público Estadual. À tarde, a comissão do TJ viajou para Brasília para se encontrar com a bancada federal (três senadores e oito deputados) do Estado. O TJ reclama da morosidade das investigações e da falta de informações por parte da PF.
A PF disse que o trabalho está fluindo normalmente e que o sigilo foi determinado pelo juiz Jefferson Schneider, da 2ª Vara da Justiça Federal.

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