Imagem ilustrativa da imagem Para poupar animais de ONG, promotor manda e prefeito suspende carnaval de rua de Maringá
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O prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PDT), cancelou o carnaval de rua que começaria neste sábado (2) e seguiria até a terça-feira (5), depois que o a 13ª Promotoria do Ministério Público recomendou que a festa popular não fosse realizada na Avenida Reitor Rodolfo Purpur. O documento, assinado pelo promotor José Lafaieti Barbosa Tourinho, que atua na Proteção ao Meio Ambiente, Fundações e Terceiro Setor, é justificado pela necessidade de garantir a integridade e bem-estar de animais abrigados na via pela ONG Dignidade Animal.

A recomendação administrativa orientando a não realizar a festa na avenida foi assinada na quinta-feira (28), antevéspera da comemoração popular. Dentro os 18 pontos levados em consideração, o promotor também justifica a necessidade de garantir a segurança dos participantes da festividade. No domingo (24), o segundo dia da festa de pré-carnaval foi suspensa às pressas em decorrência de reclamações referentes ao dia anterior (sábado, 23), promovida na área central de Maringá. Na ocasião, moradores e comerciantes reclamaram de perturbação de sossego e do comportamento dos foliões.

O secretário municipal de Segurança de Maringá, coronel Antônio Roberto Padilha, afirma que a administração municipal escolheu a Avenida Rodolfo Purpur para promover a festa pública por ter pouco trânsito de veículos e não sediar residências ou comércios. "A avenida tem várias empresas abandonadas e terrenos baldios em pouco mais de mil metros de extensão", explica o secretário.

Entretanto, a ONG de proteção dos animais abriga na sede da antiga Sanbra, localizada no mesmo trecho, 62 animais de rua. Um dos pontos considerados pelo promotor ao elaborar a recomendação administrativa é o fato de que a realização do carnaval de rua nas proximidades causaria "dor e sofrimento aos animais lá abrigados, não se descartando, a possibilidade, em tese, de maus tratos, sobretudo por conta do som alto, uso de bebidas alcoólicas pelos frequentadores do evento, com eventuais comportamentos hostis, não se olvidando, ainda, necessidade de total cercamento da área, o que demandaria alto número de forças policiais e civis, dentre outros".

Padilha afirma que a Secretaria da Cultura chegou a propor à entidade a remoção dos bichos abrigados para o Centro de Controle de Zoonoses, onde teriam cuidados veterinários por todos os dias, e o regresso ao local atual após as festividades, mas eles não aceitaram.

Segundo o coronel, a administração municipal cancelou a festa porque avaliou que não haveria tempo hábil para escolher um novo local e transferir a estrutura montada, com palcos, banheiros químicos, atendimento ambulatorial reforçado e cem seguranças para garantir que a festa corresse bem.

Festa na rua, mas sem excessos

A Guarda Civil Municipal de Maringá e outras forças de segurança discutem nesta sexta, na sede do 4º BPM (Batalhão da Polícia Militar), uma ação conjunta para coibir possíveis excessos nas ruas da cidade, sem a realização do carnaval de rua. Segundo Padilha, apesar da festa cancelada, não é possível impedir que os foliões promovam suas próprias comemorações.

Entretanto, existe a preocupação de evitar excessos, como a perturbação do sossego por sons veiculares e direção perigosa, principalmente sob efeito de álcool. "Sabemos, pelas redes sociais, que os foliões virão para a rua e nós temos preocupação com a segurança das pessoas e reduzir conflitos. Então, vamos definir ações de agentes de trânsito, da Guarda Municipal, da PM e dos fiscais da Secretaria da Fazenda. Nós não podemos proibir que as pessoas frequentem os espaços públicos, mas não podemos permitir excessos", justifica.

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