São Paulo, 5 (AE) - O governo do Pará e a Malásia estão negociando a vinda de investimentos daquele país na produção de palma no Estado. De acordo com Mohd Yusof Hashim, diretor executivo do Conselho de Promoção de àleo de Palma da Malásia, as negociações caminham desde 1996. No entanto, a grande crise que abalou a ásia nos últimos dois anos protelou os investimentos.
Hashim notou que há um grande potecial tanto na produção quanto no consumo de óleo de palma no Brasil. "Só existem 10 países com condições ideais para a produção de palma e o Brasil é um deles", disse. Segundo o vice-governador do Pará, Hildegardo de Figueiredo Nunes, uma nova missão malaia deve chegar ao Brasil ainda este ano para avaliar as condições de produção. "Em encontro que estamos fazendo esses dias estamos combinando detalhes", disse. O vice governador disse que o Pará dispõe de 8 milhões hectares aptos para a produç ão de palma, o que significa um grande potencial de expansão.
O Pará já é o líder absoluto da produção brasileira. Este ano a expectativa é que a produção de óleo de palma do Brasil atinja 90 mil toneladas. O consumo brasileiro é de 150 mil toneladas. O Conselho de Promoção de àleo de Palma da Malásia inaugurou hoje seu escritório em São Paulo. O escritório ficará encarregado da produção e divulgação da palma em toda a América Latina. Segundo Iderlon Azevedo, diretor do Conselho no Brasil, o país tem um potencial imediato de consumo da ordem de 450 mil toneladas de óleo de palma. "O que falta é produção para abastecer esta demanda reprimida, disse. "O Brasil importa 60 mil toneladas e o consumo total de óleos vegetais é de 2,8 milhões de toneladas.
Para Azevedo, a criação de um pólo de produção de palma no Brasil é extremamente atraente para os malaios até porque há pouca área para a produção local se expandir. "Seria um ponto chave para abastecer não só o mercado latino americano, mas também a América do Norte e a Europa".

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