Para Pitta, PSDB está por trás de denúncias
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quarta-feira, 12 de abril de 2000
Por Denise Carvalho 
São Paulo, 13(AE)- O prefeito Celso Pitta (PTN) disse hoje que a série de denúncias envolvendo a sua administração e a gestão do seu antecessor, Paulo Maluf, durante a qual ele era o secretário de Finanças, fazem parte de "um rolo compressor e armação política para tentar manter no governo o PSDB e partidos de esquerda". Pitta fez este comentário ao ser indagado sobre as última denúncias envolvendo o prefeito Paulo Maluf, que teria recebido propinas geradas por uma esquema de superfaturamento de obras municipais, juntamente com o então secretário de Vias Públicas, Reynaldo de Barros.
Pitta acrescentou que o "rolo compressor" tucano está se revelando um tiro na culatra. "O Alckmin não saiu do chão", afirmou , referindo-se à candidatura do vice-governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Prefeitura de São Paulo.
Pitta concedeu entrevista coletiva no final da tarde de hoje, no Palácio das Indústrias, para comentar a decisão da Comissão Especial da Câmara, que aprovou por 4 a 3 o pedido de abertura de processo do impeachment contra o chefe do Executivo, formulado pela OAB-SP. Pitta disse estar tranquilo, acreditando que a criação da comissão processante não será aprovada em plenário, onde a oposição terá que conseguir 33 votos entre os 55 vereadores.
Um dos primeiros passos da estratégia de Pitta, para se defender na segunda etapa da batalha do impeachment, será a distribuição a todos os vereadores de cópias do parecer apresentado pelo vereador Brasil Vita (PPB) na Comissão Especial
com posição contrária à abertura do processo de impeachment. Segundo Pitta, o relatório de Vita é bem mais consistente que a argumentação reunida pela oposição.
Pitta disse que o vereador Natalício Bezerra (PTB), voto decisivo para que a oposição aprovasse o encaminhamento do pedido de impeachment ao plenário, esteve hoje cedo em seu gabinete para explicar que votaria a favor do impedimento porque tanto sua bancada partidária, como sua categoria profissional, a dos taxistas, exigiam essa posição. "Acho que Bezerra foi muito gentil em ter vindo aqui para explicar o seu voto", comentou o prefeito, descartando a possibilidade de tomar medidas de retaliação contra Bezerra.


