São Paulo, 05 (AE) - Correligionários do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) apostam que, após o bate-boca de hoje, ele fará tudo para "dar o troco", e amigos de Jáder Barbalho (PMDB-PA) garantem que ele está pronto para rebater. Mas como ambos já despejaram sobre a Mesa diretora do Senado seus dossiês baseados em recortes de jornal e quebraram seus sigilos bancário e fiscal, ninguém espera grandes novidades daqui para frente. Mais do que isto, dirigentes do PFL e do PMDB fazem questão de salientar que não se trata de um embate entre os dois partidos. "A briga é pessoal", garantem.
Nas reuniões de avaliação desta noite, os pefelistas reconheciam que ACM levara a pior, arrastando junto a imagem do Congresso Nacional.
Segundo um cardeal peemedebista, Jader combateu não o PFL, e sim o estilo de "intimidação" de ACM, que sempre se vale da existência de supostos dossiês contra seus adversários. Cobrado pelos líderes aliados por não ter cumprido o acordo de seguir o tom moderado empregado por ACM no discurso, Jáder respondeu: "Não fiz acordo nenhum e quem dá o tom do meu discurso sou eu, e não o senhor Antônio Carlos". Ele avaliou que a melhor saída para a sua honra pessoal era forçar ACM a expor toda a sua munição de uma só vez, evitando ameaças futuras. Em seguida, tratou de desqualificar acusações veiculadas por jornais, sob o argumento de que todo homem público está sujeito a elas.

mockup