Curitiba - Valdete Oliveira, 52 anos, sofre de problemas no fígado desde 1996 e está na fila há quase uma ano e meio. Para ela, a decisão do Ministério da Saúde é justa. ''Tem que socorrer quem precisa mais mesmo. É muito sofrido'', afirmou.
Apesar de ter essa opinião, Valdete explicou que seu caso, segundo os médicos, não é tão urgente. Mas ela tem a esperança de com o transplante parar de sofrer. ''Quando eu estava internada no hospital eu li uma placa dizendo que quem faz o transplante volta a ter uma vida normal. Eu gostaria de voltar a ter minha vida de antes'', desabafou.
Essa era a esperança da aposentada Jandira Blume, 61 anos. Ela já realizou o transplante de fígado em 2002, quando seu filho doou 60% de seu órgão para ela. Isso fez com que Jandira escapasse da fila na primeira vez. ''Já estava quase na minha vez. Mas a doença já estava muito avançado e meu filho me convenceu'', contou. Porém, dois anos depois o organismo da aposentada começou processo de rejeição e hoje ela está novamente na fila. ''Eu também acho justo que coloque na frente quem precisa mais'', afirmou. ''Mas eu queria muito não ter que passar por tudo que enfrentei outra vez.''(A.B.)

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