Milhões de candidatos fizeram no domingo (16) as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas de ciências da natureza e matemática foram aplicadas em 1.805 municípios das 27 unidades federativas.

As provas foram encerradas às 18h30, mas desde as 15h30, no horário de Brasília, os participantes já poderiam deixar a sala de aplicação, sem levar o caderno de provas.

Alguns candidatos relataram que as 90 questões foram mais difíceis que as do primeiro dia de provas, principalmente por causa dos conteúdo de matemática e física, que geralmente exigem mais cálculos e tempo de resolução.

Os participantes com solicitação de tempo adicional, aprovada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), tiveram direito a 60 minutos extras.

No caso dos candidatos que tiveram solicitação para o recurso de videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras), o acréscimo seria de 120 minutos, portanto, com as provas indo até 20h30.

Os participantes que perderam a aplicação de um ou dos dois dias de provas do Enem afetados por problemas logísticos, desastres naturais ou doenças infectocontagiosas poderão solicitar a reaplicação do Enem.

A solicitação deverá ser feita a partir desta segunda-feira (17) até 12h da próxima sexta-feira (21), no horário de Brasília, por meio da Página do Participante, no site do Inep, com login de acesso pela plataforma Gov.br.

A solicitação de reaplicação será analisada individualmente pelo Inep. Para os casos em que o pedido for aceito, as provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro.

Até o fechamento desta edição, não haviam sido divulgados os percentuais de abstenção da segunda fase do Enem.

ALÍVIO E EXPECTATIVAS

Uma dose de alívio, uma de ansiedade e satisfação. Esses eram os sentimentos expostos pela maioria dos estudantes que realizaram a segunda fase da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Medio) neste domingo (16), no Colégio Estadual Hugo Simas, região central de Londrina. "Um alívio por concluir e um pouco de ansiedade e expectativas para saber o resultado", afirma a auxiliar de cabeleireiro, Heloísa Calefi, 19 anos. Calefi tem como plano fazer a graduação de Psicologia e acredita que teve um desempenho satisfatório. "Estudei bastante, usava meus intervalos e até horário de almoço. Por isso, fiz a prova com tranquilidade e acabei utilizando o tempo mínimo para concluir esta segunda fase", conta. "Achei que estaria até mais complexa", alegra-se a jovem.

Dos primeiros estudantes a deixar o certame, Lorenzo Silveira, 15 anos, fez sua estreia com distinção. "Um dos pontos favoráveis foi seguir a estratégia que meus professores orientaram: fiz primeiro questões que não tomavam muito o meu tempo e depois parti para as demais, também com atenção, para não ir marcando qualquer coisa e ser vencido pelo cansaço". Estudante da rede particular de ensino, Silveira compreende que a área de Biológicas é que tem mais inclinação.

Lorenzo Silveira, 15 anos, é treineiro e resolveu primeiro as questões que não tomam muito tempo
Lorenzo Silveira, 15 anos, é treineiro e resolveu primeiro as questões que não tomam muito tempo | Foto: Walkiria Vieira

Também na qualidade de treineira nesta edição do exame, a estudante de escola particular, Maria Clara Montezuma, 16 anos, considera importante passar pela experiência durante todo o Ensino Médio. "Pretendo estudar Ciências Aeronáuticas e, embora ainda esteja no segundo ano, notei que foi possível resolver a maioria das questões com o aprendizado que recebi até o momento", expõe. Prestes a se reencontrar com a família, sabe que irão perguntar sobre sua experiência neste segundo domingo consecutivo de prova. "Já até imagino, é normal, vão querer saber o que achei da prova e se foi difícil para mim", sorri.

EXPERIÊNCIA POSITIVA

Estudante de Cambé, Bruno Gabriel Marinho Ferreira, 17 anos, fez a prova de modo confortável "Eu soube lidar com os sentimentos e a experiência para mim positiva. Ferreira considera que este momento de direcionar os estudos para a vida profissional é parte da vida adulta. "Vejo que esse momento de escolhas tem tomado a rotina de meus colegas e muitos do 1º e 2º ano do Ensino Médio estão fazendo a prova para ganhar mais confiança e também vivenciar o ambiente, saber administrar o tempo e os próprios sentimentos", comenta.

Bruno Ferreira, 17 anos, considera que o momento de direcionar estudos para a vida profissional é parte da vida adulta
Bruno Ferreira, 17 anos, considera que o momento de direcionar estudos para a vida profissional é parte da vida adulta | Foto: Walkiria Vieira

Enquanto a candidata Graziela Pereira, 17 anos, dedicava toda a sua atenção às questões, sua mãe, Adriana Batista Guedes, a aguardava de modo paciente do lado de fora da unidade escolar. "Eu a trouxe antes do meio-dia e disse que poderia ficar bem, usar todo o tempo disponibilizado. Pagar aplicativo mais duas vezes ficaria fora do orçamento, então reservei o domingo para a prova do Enem". Guedes e a filha vivem em Ibiporã. "Sou uma mãe bastante presente, zelosa e quero realmente que o estudo seja algo que a faça crescer mais". Com os melhores pensamentos dedicados ao momento da prova, Guedes conta que o sonho de Graziela é cursar Gastronomia. "Ela estava nervosa, então procurei passar a ela bastante segurança para que pudesse ter um desempenho à altura dos seus estudos", afirma.

* Com informações da Agência Brasil.

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