Para os candidatos, segunda fase do Enem foi mais difícil
Provas de ciências da natureza e matemática foram aplicadas em 1.805 municípios dos 27 estados brasileiros
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de novembro de 2025
Provas de ciências da natureza e matemática foram aplicadas em 1.805 municípios dos 27 estados brasileiros

Milhões de candidatos fizeram no domingo (16) as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas de ciências da natureza e matemática foram aplicadas em 1.805 municípios das 27 unidades federativas.
As provas foram encerradas às 18h30, mas desde as 15h30, no horário de Brasília, os participantes já poderiam deixar a sala de aplicação, sem levar o caderno de provas.
Alguns candidatos relataram que as 90 questões foram mais difíceis que as do primeiro dia de provas, principalmente por causa dos conteúdo de matemática e física, que geralmente exigem mais cálculos e tempo de resolução.
Os participantes com solicitação de tempo adicional, aprovada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), tiveram direito a 60 minutos extras.
No caso dos candidatos que tiveram solicitação para o recurso de videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras), o acréscimo seria de 120 minutos, portanto, com as provas indo até 20h30.
Os participantes que perderam a aplicação de um ou dos dois dias de provas do Enem afetados por problemas logísticos, desastres naturais ou doenças infectocontagiosas poderão solicitar a reaplicação do Enem.
A solicitação deverá ser feita a partir desta segunda-feira (17) até 12h da próxima sexta-feira (21), no horário de Brasília, por meio da Página do Participante, no site do Inep, com login de acesso pela plataforma Gov.br.
A solicitação de reaplicação será analisada individualmente pelo Inep. Para os casos em que o pedido for aceito, as provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro.
Até o fechamento desta edição, não haviam sido divulgados os percentuais de abstenção da segunda fase do Enem.
ALÍVIO E EXPECTATIVAS
Uma dose de alívio, uma de ansiedade e satisfação. Esses eram os sentimentos expostos pela maioria dos estudantes que realizaram a segunda fase da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Medio) neste domingo (16), no Colégio Estadual Hugo Simas, região central de Londrina. "Um alívio por concluir e um pouco de ansiedade e expectativas para saber o resultado", afirma a auxiliar de cabeleireiro, Heloísa Calefi, 19 anos. Calefi tem como plano fazer a graduação de Psicologia e acredita que teve um desempenho satisfatório. "Estudei bastante, usava meus intervalos e até horário de almoço. Por isso, fiz a prova com tranquilidade e acabei utilizando o tempo mínimo para concluir esta segunda fase", conta. "Achei que estaria até mais complexa", alegra-se a jovem.
Dos primeiros estudantes a deixar o certame, Lorenzo Silveira, 15 anos, fez sua estreia com distinção. "Um dos pontos favoráveis foi seguir a estratégia que meus professores orientaram: fiz primeiro questões que não tomavam muito o meu tempo e depois parti para as demais, também com atenção, para não ir marcando qualquer coisa e ser vencido pelo cansaço". Estudante da rede particular de ensino, Silveira compreende que a área de Biológicas é que tem mais inclinação.

Também na qualidade de treineira nesta edição do exame, a estudante de escola particular, Maria Clara Montezuma, 16 anos, considera importante passar pela experiência durante todo o Ensino Médio. "Pretendo estudar Ciências Aeronáuticas e, embora ainda esteja no segundo ano, notei que foi possível resolver a maioria das questões com o aprendizado que recebi até o momento", expõe. Prestes a se reencontrar com a família, sabe que irão perguntar sobre sua experiência neste segundo domingo consecutivo de prova. "Já até imagino, é normal, vão querer saber o que achei da prova e se foi difícil para mim", sorri.
EXPERIÊNCIA POSITIVA
Estudante de Cambé, Bruno Gabriel Marinho Ferreira, 17 anos, fez a prova de modo confortável "Eu soube lidar com os sentimentos e a experiência para mim positiva. Ferreira considera que este momento de direcionar os estudos para a vida profissional é parte da vida adulta. "Vejo que esse momento de escolhas tem tomado a rotina de meus colegas e muitos do 1º e 2º ano do Ensino Médio estão fazendo a prova para ganhar mais confiança e também vivenciar o ambiente, saber administrar o tempo e os próprios sentimentos", comenta.

Enquanto a candidata Graziela Pereira, 17 anos, dedicava toda a sua atenção às questões, sua mãe, Adriana Batista Guedes, a aguardava de modo paciente do lado de fora da unidade escolar. "Eu a trouxe antes do meio-dia e disse que poderia ficar bem, usar todo o tempo disponibilizado. Pagar aplicativo mais duas vezes ficaria fora do orçamento, então reservei o domingo para a prova do Enem". Guedes e a filha vivem em Ibiporã. "Sou uma mãe bastante presente, zelosa e quero realmente que o estudo seja algo que a faça crescer mais". Com os melhores pensamentos dedicados ao momento da prova, Guedes conta que o sonho de Graziela é cursar Gastronomia. "Ela estava nervosa, então procurei passar a ela bastante segurança para que pudesse ter um desempenho à altura dos seus estudos", afirma.
* Com informações da Agência Brasil.


Walkiria Vieira
Repórter de Cultura, Educação e temas sociais.


