Paris - O vírus zika, apontado como o responsável por casos de microcefalia em recém-nascidos cujas mães foram infectadas durante a gravidez, está em "clara regressão" no Brasil. A informação foi divulgada ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que realiza um congresso sobre o tema com a presença de mais de 600 experts no Instituto Pasteur, em Paris. Por outro lado, no entanto, há risco de "aumento significativo" dos casos da doença em outras partes do mundo, como na Europa, em razão da chegada do verão no Hemisfério Norte. O cenário foi traçado pela diretora-assistente da OMS, Marie-Paule Kieny, na abertura do evento na capital francesa. "A epidemia está claramente em via descendente no Brasil. Também é o caso na Colômbia e no Cabo Verde", afirmou a executiva.
O Instituto Pasteur estima que o Brasil teve 1,5 milhão de casos, número que sobe para 3 milhões a 4 milhões nas Américas. Sete países da Europa também tiveram casos notificados, mas até aqui a incidência foi pequena. A preocupação da OMS é de que o surto que se verificou no verão brasileiro possa se reproduzir no continente europeu.

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