Para OAB, reprovação é alta por falta de qualidade do ensino
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
Londrina - Somente 14% dos 1,6 mil candidatos inscritos para o último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina foram aprovados. O índice baixo, no entanto, não é exclusividade local. Em todo o País, a maioria esmagadora dos bacharéis em direito reprova. Para o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcanti, o motivo de tanta reprovação é falta de qualidade das instituições de ensino superior.
''As escolas de direito sem qualificação tentam acabar com o Exame da Ordem. São escolas que não têm qualidade suficiente para ministrar o curso e praticam verdadeiro estelionato educacional: prometem que o aluno será um profissional de sucesso, mas, quando recebe o canudo, o aluno mal sabe escrever'', criticou Cavalcanti, que esteve ontem em Londrina e reuniu-se com professores e diretores de cursos de direito da cidade e da região.
Ele lembrou que o exame da ordem não tem a finalidade de avaliar a qualidade das instituições de ensino superior, mas, devido ao índice de candidatos reprovados, a OAB acaba sabendo sabem quais são essas faculdades. ''O governo nada tem feito de eficiente para evitar a proliferação de cursos que não preparam os alunos. Mesmo quando a OAB dá parecer contrário à abertura de novos cursos, eles acabam sendo autorizados a funcionar por influência política.''
Cavalcanti também disse que a defesa do exame é não uma questão de reserva de mercado, ou seja, impedir que novos profissionais atuem. ''Termos dois milhões de advogados seria muito bom para a OAB, já que receberíamos contribuições de muito mais filiados. Mas a importância de uma entidade não se mede pelo número de filiados, mas pela qualidade de seus integrantes.''


