Para o mínimo, Covas quer percentual maior que o do teto
Para o mínimo, Covas quer percentual maior que o do teto15/Mar, 16:50 Por Tânia Monteiro Brasília, 15 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), disse que o porcentual de reajuste do salário mínimo precisa ser "maior do que o do aumento do teto salarial" do funcionalismo público federal. Se confirmado o teto definido pelos chefes dos Três Poderes - no valor de R$ 11.500,00 -, o índice de reajuste dos vencimentos dos servidores federais será de 43,6%. O governador comentou que, em São Paulo, por exemplo, ninguém, na iniciativa privada, ganha apenas o salário mínimo. Covas disse que, para o funcionalismo estadual, deu reajustes em 1995, 1996 e 1997. Segundo ele, atualmente, o menor salário, no funcionalismo do Estado, é de R$ 220,00, valor que, na época da concessão do reajuste de 97, correspondia a 205 dólares. Na entrevista concedida ao entrar no Palácio do Planalto, para uma solenidade oficial sobre turismo nacional, Covas defendeu a tese de que os reajustes do salário mínimo precisam ser desvinculados do aumento dos benefícios pagos pela Previdência Social. "A vinculação é absurda", afirmou Covas, apesar de reconhecer que muitas prefeituras do Estado de São Paulo não têm condições de pagar um salário mínimo em valor muito elevado. "Tem que mudar", disse o governador. O governador de São Paulo declarou-se contrário ao chamado "teto dúplex" para os vencimentos do funcionalismo público federal. O teto desses vencimentos foi fixado em R$ 11.500,00 de comum acordo pelos chefes dos Três Poderes, mas os servidores poderão receber ainda outros R$ 11.500,00 em aposentadorias e outros benefícios - o que daria um total de R$ 23.000,00. Por isso, o teto resultante desse acordo foi apelidado, no Congresso de "teto dúplex". Covas afirmou que, se tiver que pagar R$ 23.000,00 a um servidor que, mesmo aposentado, ainda esteja trabalhando, vai preferir dispensar esse funcionário. O governador disse ainda que a lei que fixa o teto dos servidores precisa ser aprovada com urgência, para que os Estados possam fixar logo o subteto de seus servidores.





