Para o governo, mobilização ficou aquém do esperado
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sexta-feira, 25 de julho de 1997
Agência Estado Brasília 
O governo considerou que as manifestações programadas em todo País pelo Movimento dos Sem Trabalhadores Rurais Sem-Terra e Central Única dos Trabalhadores (CUT) tiveram um comparecimento aquém do esperado. Ao fazer ontem o balanço do dia de protestos, o ministro da Justiça, Íris Rezende, disse que o governo federal e os governos estaduais saíram fortalecidos com a solidariedade indireta que o povo deu. Isto porque, segundo informações que recebeu dos estados, o comparecimento ficou aquém do trabalho de movimentação feito na mídia, na véspera.
Segundo o ministro, isto aconteceu porque os que programaram manifestações foram infelizes ao tentar mobilizar o povo em áreas em que o governo vem atuando com firmeza, como reforma agrária e habitação. Ele disse que todas as manifestações transcorreram na mais perfeita ordem. Quando o movimento não tem motivos justificados, o povo não dá seu apoio, avaliou ele. Também segundo Íris Rezende, não houve ontem nenhum acidente que justificasse a participação mais veemente do Exército na greve das PMs.
Ele relatou que o Exército ainda está nas ruas em Pernambuco, Alagoas e Mato Grosso do Sul, mas disse que neste Estado a situação já está caminhando para a normalização. O Estado de Pernambuco continua a ser a grande preocupação da área militar, em termos de segurança, seguido de Alagoas. Ontem, as atenções para Pernambuco foram redobradas, não só por causa da greve das Polícias Militares, mas também por causa da manifestação do Movimento Sem Terra e centrais sindicais.
O Palácio do Planalto repassou ao presidente Fernando Henrique Cardoso, durante sua viagem a Mato Grosso, e depois, a São Paulo, as informações sobre os atos públicos durante todo o dia. O ministro do Exército, general Zenildo Lucena, através de seus comandos militares, também acompanhou atentamente a evolução das manifestações.
As tropas estavam autorizadas pelo presidente para ir às ruas em três estados, por causa da greve de PMs: Goiás, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Mas, de acordo com avaliação dos comandos do Exército das respectivas áreas, não houve necessidade de os soldados deixarem o quartel.


