O Ministério da Educação estima em 2,5% o boicote ao provão este ano, contra os 3,8% registrados em 96. Segundo Jocimar Archangelo, diretor de Avaliação do Ensino Superior do MEC, o boicote (provas que são entregues em branco) se concentrou mais em engenharia civil, mas ainda não há dados fechados sobre regiões ou cursos. ‘‘No ano passado, o boicote foi mais forte na engenharia. Este ano, embora o movimento tenha refluído, também aconteceu’’, disse. Na UnB (Universidade de Brasília), 8% dos alunos de engenharia civil fizeram a prova, contra apenas 1% em 96.
Em alguns cursos em que o boicote foi praticamente total no provão de 96, como a engenharia civil da Unicamp, este ano os alunos resolveram fazer as provas: dos 72 presentes, apenas 22 entregaram o exame em branco. Na engenharia química, na mesma universidade, dos 78 alunos presentes à prova, apenas um a entregou em branco.
Na engenharia civil da USP (Universidade de São Paulo), 6% dos estudantes não teriam feito o exame, segundo o MEC. O ministério estima que a presença total ao provão foi de 94,5% dos inscritos em todo o País (92.982 inscritos, mais 855 estudantes que conseguiram liminares). No ano passado, a ausência registrada foi de 7,5%, contra os 5,% até o momento.
Segundo Archangelo, os incidentes registrados este ano foram casos isolados e só chegaram a impedir a realização da prova em um dos 434 prédios reservados para o exame. O diretor se referiu a Vitória da Conquista (BA), onde um grupo de estudantes tomou as provas do coordenador e rasgou. ‘‘Foi um incidente grave, mas de pequena proporção’’, afirmou.

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