Londrina - A ouvidora Angelita Martins Siqueira, do Núcleo Regional de Educação de Londrina, declarou ontem que nenhuma ação seria suficiente para impedir um suposto ataque contra instituições de ensino. A declaração foi dada em resposta à reportagem publicada na segunda-feira pela FOLHA que expôs as falhas de segurança nas escolas de Londrina. ''Mesmo que toda a segurança fosse reforçada, um atirador poderia agir do lado de fora, no horário de entrada ou saída dos alunos'', argumentou.
Ela afirma que embora seja solidária com o massacre que ocorreu na escola em Realengo (RJ) no ano passado, não considera aquilo um marco, mas um fato pontual. ''Nós combatemos a violência real que acontece à conta-gotas dentro das escolas, pois nesse intervalo de um ano do massacre de Realengo tivemos mais registros de violência dentro das escolas, envolvendo alunos, do que de pessoas de fora'', alerta.
Ela ressalta que a arquitetura da maioria das escolas também é de uma época em que havia uma outra realidade, que não é condizente com os dias atuais, com muros baixos e construções suntuosas e que não isolam a secretaria do corpo estudantil.

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