Para MPF, fornecedor é ligado às Farc
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quinta-feira, 05 de janeiro de 2017
Fabio Serapião<br>Agência Estado 
São Paulo - Em uma das denúncias oferecidas pelo Ministério Público Federal, no âmbito da Operação La Muralla, os investigadores detalham a relação da facção Família do Norte, apontada como responsável pelas rebeliões em presídios de Manaus, com fornecedores de drogas ligados às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Para os procuradores federais, a proximidade entre os traficantes da FDN com a guerrilha facilitou o acesso da facção às drogas e armas oriundas da região de fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
Na denúncia oferecida em fevereiro de 2016 contra três traficantes, o MPF expõe a relação de lideranças da FDN com Nelson Flores Collantes. Conhecido como Acuário, o peruano foi preso na primeira fase da La Muralla por meio de um acordo de cooperação internacional firmado com o Peru. Acuário é um conhecido empresário no Peru e, segundo a PF, é um dos maiores fornecedores de droga da região.
Como prova da relação de Acuário com às Farc, o MPF incluiu na denúncia uma notícia, publicada em 2007, sobre investigação da polícia peruana que descobriu que o traficante comercializava cerca de 400 quilos de cocaína por mês das Farc.
Sobre a relação com a FDN, a denúncia aponta que no período entre 20 de maio de 2014 e 20 de novembro de 2015, Acuário e Bráulio Sachez, o Gitano, mantinham "estreita relação comercial com a Família do Norte, promoveram a remessa internacional para o território brasileiro de material entorpecente (cocaína e maconha)."


