Para Moroni, crime está qualificado
Os dois advogados negam pertencer ao PCC, ter subornado o funcionário para obter os depoimentos sigilosos, pagado pela cópia e divulgado o teor da gravação. Moroni concluiu que o crime de corrupção ativa, do qual os dois são acusados pela CPI, está qualificado porque se dá no oferecimento ou promessa de dinheiro. ''Isso ficou comprovado. A prova material é o CD da gravação que vocês dois (advogados) assumiram que botaram a mão'', afirmou o presidente da CPI.
Pilastre Silva, ex-funcionário de empresa que presta serviço à Câmara, que confessou ter vendido a cópia da gravação aos dois advogados por R$ 200,00, manteve a versão apresentada em seu depoimento na CPI. Ele foi hoje à comissão usando colete à prova de balas e acompanhado por agentes da Polícia Federal armados com fuzis. Pilastre Silva está no programa de proteção a testemunhas. Os deputados da CPI ressaltaram que, enquanto as declarações de Silva foram consistentes, as dos advogados foram contraditórias, incoerentes e imprecisas.
Foram tantas as contradições da advogada Maria Cristina que o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) disse que teria de apelar para a educação para não perder a calma com o que ela dizia. ''Desculpe-me, mas parece que a senhora quer fazer a gente de bobo'', concluiu o deputado. Na acareação com os três, os advogados passaram a maior parte do tempo se negando a responder perguntas, recorrendo ao direito de só falar na Justiça.(A.E.)





