A reversão dos índices desfavoráveis de mortalidade infantil na área de abrangência da 22ª Regional de Saúde foi rápida e os resultados são comemorados por todos os profissionais da área da saúde do Vale do Ivaí, mas garantir a manutenção de um índice abaixo do limite estabelecido pela Sesa (Secretaria Estadual de Saúde) requer atenção e cuidados constantes.

"Os indicadores de mortalidade materna e infantil são sensíveis. A desvinculação do trabalho reflete muito rápido, por isso a manutenção do trabalho é fundamental", ressaltou o superintendente de Atenção à Saúde da Sesa, Juliano Gevaerd. Segundo ele, o Paraná tem aproximadamente 150 mil gestantes por ano e o cuidado dispensado a elas deve ser contínuo e diário. "Não pode baixar a guarda jamais porque a resposta da piora é muito rápida."

"A gente está zerado desde 2017, mas a gente já veio de anos em que teve um indicador extremamente alto. Com população pequena, qualquer óbito faz subir o indicador", disse a coordenadora de Atenção Primária em Saúde de Ivaiporã, Janaina Barbosa.

Moradora de Ivaiporã, a auxiliar administrativa Irinéia Cristina Lucasynski Assunção está grávida de 32 semanas e teve a gestação classificada como de alto risco por ser portadora do vírus da hepatite B e por estar com sobrepeso. Desde o início, ela foi assistida por uma equipe na unidade básica de saúde e outra no Consórcio Intermunicipal de Ivaiporã, onde tem acompanhamento com enfermeira, psicóloga, assistente social, nutricionista e médico obstetra.

Essa é a segunda gravidez de Assunção. Na primeira, há quatro anos, ela também teve uma gestação de risco por causa do vírus da hepatite, mas percebe a diferença entre o atendimento recebido na rede pública naquela época e agora. "Melhorou muito porque já tinha o Mãe Paranaense, mas não tinha todos esses profissionais, como psicóloga e nutricionista. Era só enfermeira e obstetra. Essa mudança ajuda muito porque a gente aprende a comer melhor, tem orientação sobre o auxílio-maternidade também. No meu caso, já está toda encaminhada a papelada. E a ajuda psicológica também é muito importante", comentou.

Assunção teve acesso a todos os exames por meio do SUS (Sistema Único de Saúde) e já está bem orientada sobre como deverá ser o procedimento na hora do parto para evitar que o bebê seja contaminado pelo vírus da hepatite. "Já está certo que meu parto vai ser em um hospital onde tem UTI neonatal. Sei que qualquer coisa que acontecer, vou ter toda assistência. Já me consultei, inclusive, com um infectologista", disse ela. "Me sinto muito bem amparada e não posso reclamar de nada."(S.S.)

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