Para Malan, valor do superávit comercial é menos importante
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quinta-feira, 29 de julho de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 30 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou hoje que não está "preocupado" com o valor do superávit da balança comercial brasileira neste ano. Em entrevista na Associação Comercial do Rio de Janeiro, Malan afirmou que o importante é que o País vai sair do déficit de US$ 6,7 bilhões de 1998 para um superávit este ano.
Esta semana, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) previu que o resultado da balança neste ano será um superávit de US$ 1 bilhão - resultado aquém da meta de US$ 4 bilhões acertada entre o governo e o Fundo Monetário Internacional (FMI), na revisão do acordo do governo com a instituição internacional.
O ministro lembrou que a queda dos preços de alguns produtos primários como café e soja, de importância na exportação brasileira, impede que o resultado da balança seja melhor. Ao mesmo tempo, acrescentou, a cotação do petróleo, produto primário de peso nas importações, aumentou no mercado internacional.
Malan lembrou que a redução das viagens de brasileiros para o exterior vai contribuir para a melhoria da balança de pagamentos.
Otimismo - "Não há dúvida de que a situação vai melhorar", afirmou Malan, ao defender que os superávits da balança comercial terão maior crescimento a partir do ano que vem.
Na avaliação do ministro, como resultado da desvalorização, as condições para o País exportar seus produtos vão progredir. O ministro disse que a queda dos preços dos produtos primários também deve ser revertida. "Não é possível pensar em mais deterorização no futuro", analisou.


