surgiram defensores de vários tipos de regimes cambiais. "Mas houve grande convergência na conclusão e qualquer que seja a política adotada deve ser compatível com os demais regimes do mundo", explicou.Por Marli Olmos (enviada especial) Berlim, 16 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse hoje que já começa a haver reversão da expectativa de aceleração dos índices de inflação. Segundo ele, acabou o repique dos índices de outubro. O ministro reafirmou que houve "uma desagregação que pode ser explicada por fatores transitórios, como a entressafra da carne, a dramática alta do álcool e o fim do acordo automotivo emergencial". Segundo o ministro, o índice de inflação em dezembro será menor do que em novembro. Malan previu ainda que a taxa de crescimento médio do País nos próximos três anos será superior a 4%. Malan esteve em Berlim participando da reunião do Grupo dos 20 (G-20). Malan disse que a meta de 6% para o IPCA no próximo ano não será alterada. Para ele, houve claramente uma melhora em muitos fundamentos, como a balança comercial brasileira e o déficit em conta corrente, que será significativamente menor em 1999. "O ano está terminando bem melhor do que começou", comentou o ministro. Juros - O ministro reconheceu que o Comitê de Política Monetária (Copom) foi conservador ontem (15) ao manter inalterados Selic e viés. Na visão do ministro, esta foi uma decisão feita com base num diagnóstico correto. Ele lembrou ainda que a decisão só dura até o dia 19 de janeiro, quando o comitê volta a se reunir. O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, disse que respeitaria a decisão do Copom de só comentar a sua decisão através da ata, que sai em duas semanas. Malan disse hoje que considera fundamental para o encaminhamento da reforma tributária o entendimento entre os governos estaduais para uniformizar seus impostos. "Foi um enorme progresso, lembrando que o sistema hoje engloba 27 legislações" destacou. Para o ministro, a reforma vai avançar em janeiro, apesar dos pontos pendentes. Entre eles destacou o Imposto sobre Movimentação Financeira (IMF), que substituirá a CPMF. Lembrou a discussão pela opção uma alíquota mais baixa como forma de compensar o que eventualmente tiver sido pago com outros tributos. O ministro disse que considera normal a possibilidade de a legislação sobre alguns impostos como o IPI, depender de legislação complementar. "Não tem sentido colocar como norma questões que podem ser melhor tratadas em lei própria." "A Constituição não pode tratar dos detalhes". Concessões - Malan voltou denfender que os ganhos para o consumidor final tenham prioriodade em todos os entendimentos ou quebra de contratos nas concessões de telecomunicações e energia elétrica. Segundo ele no caso das teles, não há problemas porque os acordos já prevêem transferência de produtividade para o consumidor. "Os contratos de energia elétrica devem ser respeitados, mas quando houver possibilidade de quebra deve prevalescer o beneficio do consumidor e não apenas levar em conta a redução de custos" destacou. Malan não quis comentar a decisão da Aneel de suspender pedidos de reajustes de algumas concessionários. O ministro explicou que estava fora do País quando isso aconteceu e não pode, por isso, avaliar o caso. Câmbio - Nenhum regime cambial pode aglutinar ao mesmo tempo câmbio fixo, liberdade de capitais e autonomia na política monetária, opinou Malan. "Estes três ingredientes são incompatíveis e, por isso, os governos precisam escolher apenas dois deles", disse logo após o termino da reunião do G-20, que tratou de regimes cambiais na discussão de hoje em Berlim. Segundo Malan, durante a reunião entre os representantes dos 19 países membros do grupo dos 20 (que inclui representante do FMI)

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