Brasília, 4 (AE) - O presidente da República em exercício, Marco Maciel, disse há pouco que reconhece que há problemas na base aliada do governo, provocada pelos ataques verbais entre o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, do PFL, e o presidente do PMDB, senador Jáder Barbalho. Segundo ele, o governo pretende encontrar caminhos para evitar que esses problemas se agravem. "Temos que buscar rotinizar as divergências e criar condições para que o Congresso possa deliberar" afirmou Maciel, que participou hoje da comemoração do Dia Mundial da Saúde, na Organização Mundial de Saúde.
Maciel disse acreditar que os problemas da base aliada serão resolvidos. "Eu não magnifico esse problema. Já tivemos outros que foram superados. O que o governo tem que fazer é continuar trabalhando para que haja harmonia entre os dois o poderes", defendeu o presidente em exercício.
Mínimo - Maciel disse que recebeu ontem à noite o relator da comissão mista do Congresso Nacional, deputado Armando Monteiro (PMDB-PE), que analisa a medida provisória do governo, que fixou o salário mínimo em R$ 151. Segundo ele, não há nada de novo sobre o assunto e não foram discutidos valores. Ele lembrou que o relator vai fechar esta semana o relatório, depois de uma série de audiências na comissão mista.
Marco Maciel também participou pela manhã do lançamento do sistema de equipamento de segurança postal dos correios, no Terminal de Carga Aérea. O novo sistema vai permitir a detecção de drogas, explosivos e armas que sejam eventualmente enviados pelos correios.

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