Para o governador Jaime Lerner (PFL), 1998 será um ano de ‘‘colheita administrativa’’. Os três primeiros anos de seu governo foram dedicados ao que ele denominou de ‘‘processo de maturação’’. Período no qual o trabalho centralizou-se nas promessas de campanha e na recuperação de setores como os da agricultura e indústria. Para Lerner, a imagem do agricultor em 95, quando assumiu, estava totalmente desgastada e havia necessidade de investimentos em outras áreas, razão pela qual apostou na industrialização.
O ano que vem também tem significado político para o governador. Lerner disputa a reeleição e tenta manter-se no Palácio Iguaçu por mais quatro anos. A reeleição é vista como uma ‘‘consequência natural’’ pelos seus aliados, apesar de seus adversários, o presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias (PSDB), e o senador Roberto Requião (PMDB), estarem em ascendência, de acordo com as pesquisas de opinião. Lerner acredita que as mudanças já implementadas pela sua gestão facilitarão a administração do Paraná, caso a recondução se concretize.
‘Bombardeado’ com acusações de que o Estado enfrenta hoje sérias dificuldades de caixa, o quarto ano do governo Lerner promete ser mais tranquilo, pelo menos nas áreas da agricultura, educação e saneamento. O governo trabalha com a perspectiva de ajuda financeira externa. O Palácio Iguaçu aguarda repasses financeiros do Banco Mundial (Bird), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Overseas Economic Corporation Found (OECF), do Japão, para dar andamento ao Paraná 12 Meses; ao Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Médio (Proem); e ao Paranasan.

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