Para Kaiser, AmBev utiliza poder monopolista no Brasil
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terça-feira, 01 de fevereiro de 2000
Por Aline Cury Zampieri 
São Paulo, 01 (AE) - A Kaiser acusou a AmBev de estar declarando sua expansão no exterior à custa do desemprego e da utilização do poder monopolista frente aos fornecedores e consumidores brasileiros. "A Ambev busca, via BNDES, financiamento para aquisições no exterior gerando emprego e concorrência lá fora, ou seja: monopólio aqui, concorrência lá. Desemprego aqui, emprego lá", disse hoje o presidente da Cervejaria Kaiser, Humberto Pandolpho, por meio de comunicado.
Ele afirmou ainda que a recomendação de venda das marcas Brahma, Antarctica ou Skol pela Ambev garante a livre concorrência. A recomendação foi feita pela Secretaria de Direito Econômico. Segundo Pandolpho, a Kaiser está em "plenas condições" de participar de qualquer processo de licitação para a aquisição de uma das três empresas.
Pandolpho questionou as denúncias de tentativa de suborno relacionadas a funcionários do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Ele considerou estranho o fato de que as notícias tenham sido divulgadas apenas quando o julgamento sobre a fusão de Brahma e Antarctica entrou em sua reta final. "Tentam de forma estranha e irresponsável comprometer a independência de um processo que até então primou pela transparência, seriedade e respeito à lei", afirmou.
Para Pandolpho, as denúncias podem estar servindo para desviar a atenção das pessoas para a criação da AmBev. Em comunicado, ele disse que espera uma pronta atuação da Polícia Federal para elucidar a origem e o real interesse das denúncias.


