Para Jungmann MST vai radicalizar apenas no discurso
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domingo, 07 de março de 1999
Por Angela Lacerda 
Recife, 08 (AE) - Apesar da seca e da crise econômica, o ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, disse hoje, em Recife, que não vê o Nordeste como um barril de pólvora. Jungmann afirmou, ainda, não acreditar na radicalização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), com ondas de invasões. Ele prevê uma radicalização do movimento apenas no discurso.
O ministro argumenta que a descentralização da reforma agrária, que vai passar a ter maior participação dos governos estaduais, irá diluir o nível de tensão entre MST e governo federal. Com exceção de Pernambuco, onde ele reconhece que houve um aumento de conflitos pela terra, Jungmann avalia que houve uma diminuição no resto do País.
"Em 1996, morreram 50 pessoas no sul do Pará, enquanto no ano passado, até novembro, esse número era de 26", exemplificou. Para ele, a imagem de barril de pólvora que se quer fazer do Nordeste não procede. "A seca nunca gera isso", afirmou.
Apesar do atraso no pagamento dos inscritos nas frentes de trabalho nos meses de janeiro e fevereiro, o ministro disse que o importante era a manutenção tanto desse programa como da distribuição de cestas básicas como formas de reduzir os problemas com a ausência de chuvas.


