Para juiz, ordem saiu de Catanduvas
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Das agências 
Rio, São Paulo e Curitiba - O juiz corregedor da Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do Paraná, Nivaldo Brunoni, disse ontem que há ''indícios'' de que as ordens para as ações violentas verificadas no Rio nos últimos dias podem ter partido da cadeia Lá estão presos, entre outros, dois importantes líderes da facção Comando Vermelho (CV): Márcio dos Santos Nepomuceno, o ''Marcinho VP'', e Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, o ''My Thor'' Desde a noite de anteontem, 19 veículos foram incendiados em diferentes pontos do Estado
Segundo Brunoni, no dia 15 de outubro, a mulher de outro preso foi detida quando tentava entrar no presídio com duas cartas, em que traficantes cariocas pediam, em uma, autorização para ''receber a bala'' as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), e, na outra, para agir em represália a um integrante do grupo AfroReggae, que organiza atividades socioculturais em favelas, com o objetivo de retirar ou evitar que jovens se envolvam com o narcotráfico As cartas não chegaram a ser entregues
No entanto, Brunoni acentuou que, por mais que haja revistas ou que as conversas entre presos e advogados sejam gravadas, ''sempre tem uma brecha, uma possibilidade de comando'' Segundo ele, as visitas a presos do Rio, a partir de agora, passarão a ser feitas, preventivamente, no parlatório, onde poderão ser gravadas ''É o máximo que se pode fazer'', afirmou Ainda restará a possibilidade de ordens serem passadas nos encontros íntimos, sobre os quais não pode haver qualquer vigilância
A pedido do governo carioca, a Justiça Estadual autorizou ontem a transferência de oito presos para Catanduvas Marcinho VP deve ser transferido para penitenciária federal de Porto Velho
Operação
As polícias Civil e Militar cariocas realizaram ontem operações em mais de dez favelas O saldo da ação deixou 13 mortos e três feridos, incluindo um policial Treze pessoas foram presas O secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, disse que novos ataques podem acontecer de ''traficantes emburrados''
Em entrevista a uma rádio, o governador Sérgio Cabral (PMDB) afirmou que a onda de arrastões e incêndios de veículos na cidade e região metropolitana são ''desespero de marginais''


