Para Intel, projeção para crescimento de comércio eletrônico no Brasil é conservadora
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terça-feira, 21 de setembro de 1999
Por Renata de Freitas 
São Paulo, 22 (AE) - O presidente mundial da Intel, Craig Barrett, acredita que os prognósticos de expansão do comércio eletrônico no Brasil são muito conservadores. Ele afirmou em palestra esta manhã, para executivos de empresas brasileiras, que não será surpresa se as previsões dos institutos especializados forem superadas a cada ano. A Forrester estima que o comércio eletrônico vai estar movimentando US$ 8 bilhões na América Latina no ano 2003.
"Não vai me surpreender se os resultados a cada ano forem o dobro destas previsões, como aconteceu nos Estados Unidos", disse Barrett. Por outro lado, ele disse que é impensável que o comércio eletrônico no Brasil movimente em 3 ou 4 anos apenas os US$ 30 bilhões ou US$ 40 bilhões que a Intel prevê para si mesmo nesse período.
"O Brasil tem que crescer rapidamente porque é inaceitável que a América Latina faça menos no comércio eletrônico em 2002 do que a Intel faz hoje", declarou Barrett. Em pouco mais de um ano de vendas pela Internet a Intel já consegue US$ 1 bilhão por mês. Na Argentina e no Chile e em Taiwan a Intel já faz 100% das suas vendas pela rede, enquanto no Brasil esses negócios estão em 90%.
O presidente mundial da Intel anunciou que no terceiro trimestre do ano 2000 deve instalar no País uma server farm para atender provedores que precisem de capacidade de armazenamento de dados. Na próxima semana a Intel inaugura na Califórnia a sua primeira server farm. O gerente-geral da Intel para América Latina, Christian Morales, disse que já está procurando no Brasil parceiros para esse empreendimento.


