Brasília - O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), Curt Trennepohl, disse ontem que é ''impossível dimensionar'' os dados causados pelo vazamento de petróleo na área da exploração da Chevron, em Frade, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. ''Não tivemos informação de que tenha havido morte de algum animal'', disse.
Na visão do presidente do Ibama, no Brasil deveria ser criado um fundo, assim como ocorreu no Golfo do México, para concentrar recursos a serem aplicados em caso de acidentes ambientais. Trennepohl defende que as empresas que detêm o direito de exploração de petróleo deveriam recolher determinados valores para o fundo. Se não houver necessidade de usar esses recursos, ao final da concessão o dinheiro pago pelas empresas seria devolvido às concessionárias, segundo o presidente do Ibama.
A Chevron entregou ontem ao Ibama dados referentes ao plano de emergência para contenção do vazamento de petróleo no Rio de Janeiro. A informação foi dada pelo presidente do órgão. ''A empresa entregou todas informações que requisitamos hoje (ontem) de manhã, no Rio de Janeiro'', afirmou Trennepohl.

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