Rolândia - O gestor do Hospital São Rafael, Marisbel Mungo, disse que imagens da câmara de segurança da sala de espera da unidade comprovam que tanto o bebê de 25 dias quanto o aposentado Brandino Fernandes de Souza, de 67 anos, que morreram de parada cardiorrespiratória antes do atendimento no final de semana, não foram vítimas de negligência ou omissão.
Na versão de Mungo, o bebê já chegou sem vida ao hospital, enquanto o aposentado demorou a procurar ajuda após os primeiros sintomas do infarto. "Mortes em hospitais ocorrem diariamente em todos as cidades. Não ocorreu nada de anormal." Para ele, o atendimento do pronto-socorro é adequado e, segundo ele, a unidade foi considerada a melhor da região da 17ª Regional de Saúde pelos usuários. "Tivemos 100% de aprovação." O administrador garante que mesmo nos casos menos graves os pacientes têm uma permanência máxima de 40 minutos. "O Conselho Nacional de Saúde tolera até quatro horas de espera", afirmou.
Outros dois supostos casos de negligência foram denunciados em blogs e rádios da cidade nas últimas semanas. Uma falha de diagnóstico teria provocado a morte de uma mulher de 48 anos e um paciente idoso só teria sido atendido após um parente que o acompanhava acionar a polícia.
Marisbel disse que os casos estão sendo divulgados para desestabilizar a associação. "O motivo eu não sei." A polícia e o Ministério Público estão investigando as denúncias. Marisbel prometeu contribuir com as investigações.(L.F.M.)

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