Rio, 01 (AE) - O governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), criticou hoje o Plano Plurianual (PPA), que prevê gastos de R$ 1 1 trilhão até 2003, classificando-o de "plano para paulista aplaudir". Ele considera que o Rio ficou em segundo plano em comparação com o volume de recursos destinados a São Paulo. Para Garotinho, o Estado foi, mais uma vez, desprestigiado pelo governo federal.
O PPA, rebatizado de Avança Brasil, prevê um pacote de investimentos para o Rio, entre os quais a ampliação do metrô do Rio para a Baixada Fluminense e a construção do túnel do metrô atravessando a Baía de Guanabara.
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, não há nenhum motivo para se acreditar no plano. "Nesse momento, não temos nenhuma razão para acreditar no que ele vai fazer e sou como São Tomé: só acredito, vendo", disse. "Não porque seja pessimista, mas pela história desse governo, que prometeu dobrar o salário mínimo, gerar empregos, e não cumpriu".
Vicentinho apontou que os pontos do PPA são "muito parecidos" com as promessas do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso. "Espero que seja verdade, mas pode ser de novo só promessa, com novos adiamentos, enquanto o povo vai morrendo de fome", afirmou. O presidente da CUT criticou também o fato de o orçamento divulgado com o PPA ter deixado de fora, mais uma vez, o aumento dos servidores públicos. "Isso mostra que o governo trata o servidor público como bode expiatório e o presidente da República está se comportando como o pior empresário do País", acusou.

mockup