São Paulo, 07 (AE) - Os reajustes das tarifas de energia elétrica autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para os próximos meses não devem alterar as previsões de inflação para este ano, na avaliação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Os percentuais anunciados até agora
de acordo com o coordenador da pesquisa do Índice de Custo de Vida (ICV), Heron do Carmo, estão abaixo da previsão inicial da instituição, de aproximadamente 14%, que seguia a variação do IGP-M acumulado nos últimos 12 meses. "Será mais fácil cumprir a meta de inflação para este ano", previu.
O Diário Oficial de hoje publicou os índices de aumento autorizados para quatro concessionárias de distribuição de energia. O maior reajuste, de 12,23%, será da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), e o menor, de 6,98%, da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que opera no Interior de São Paulo. Heron destacou que a elevação do IPC-Fipe, que mede o aumento do custo de vida em São Paulo, vai depender do reajuste que será autorizado à concessionária de energia Eletropaulo Metropolitana.
Se for praticado o reajuste máximo autorizado até agora (12%), ele calcula que haverá um impacto de 0,5% sobre a inflação, que ficará distribuído por 2 meses e meio em função das diferentes datas de vencimento das contas de energia. Os efeitos sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE, acredita o economista, também não devem ser significativos, já que esse indicador considera o valor médio de todo País. A meta de inflação para 2000 firmada pelo Brasil com o FMI é 6%, pelo IPCA-IBGE.

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