Para Fiesp, setor industrial está otimista com Tápias
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quarta-feira, 08 de setembro de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 09 (AE) - A diretora-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Clarice Seibel, disse que o setor industrial está bastante otimista com a escolha do ex-presidente do Grupo Camargo Corrêa Alcides Tápias para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Segundo ela, Tápias tem as qualidades certas para desenvolver com consistência e coerência um projeto que leve à recuperação das atividades industriais.
"Ele tem enorme capacidade de integração e execução, devido ao seu amplo conhecimento em vários setores da economia"
avaliou. Clarice destacou a importante colaboração de Tápias na formulação da proposta de reforma tributária que a Fiesp apresentou ao governo.
Ele acredita ainda que o novo ministro poderá contribuir muito para alavancar as exportações brasileiras.
A segunda edição da revista "Indústria em Análise", publicada pelo Depecon, aponta o mercado externo como sendo a saída para o crescimento da produção industrial. A aposta nas exportações é justificada pelo recuo do processo de substituição de importações e pela queda da renda do poder aquisitivo da população, que deve levar a retração do mercado interno. Segundo a publicação, o mercado doméstico deverá ainda sofrer pressão das autoridades monetárias, que devem controlar o crescimento da demanda interna como forma de manter a inflação reprimida.
Um dos principais focos de trabalho entre a iniciativa privada e o governo estará voltado agora para as exportações, na avaliação de Clarice. Segundo ela, nesse campo, há espaço para promover a venda institucional dos produtos brasileiros no mercado externo e para a desburocratização das exportações. Ela citou como exemplo de medidas que podem estimular as exportações a desoneração da importação de bens de capital, que se traduziriam em novos produtos. De acordo com Clarice, isso ajudaria setores como o têxtil e o mobiliário, que estão investindo na modernização da produção como forma de se tornar competitivos no mercado internacional, mas, para isso, dependem de maquinário importado.


