São Paulo, 17 (AE) - A diretora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Clarice Seibel, prevê que a taxa básica de juros da economia deverá ser mantida em 18,5% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Para ela, o Copom vai ainda recuar na tendência de baixa e optar pelo viés neutro.
Clarice pondera que a precaução vai prevalecer frente às indefinições do cenário internacional, sobretudo com as oscilações das bolsas Nasdaq e Dow Jones. "A volatilidade da Nasdaq era esperada. Mas a queda da Dow Jones surpreendeu", afirmou, referindo-se às oscilações dos últimos dias. Ela acrescentou ainda que a divulgação, na semana passada, do Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos, com valores acima dos esperados, podem levar a uma alta dos juros naquele País, o que reforça uma postura mais cautelosa internamente. A decisão, na sua avaliação, não causará impacto sobre o ânimo dos empresários brasileiros, que devem endossar a medida.
O economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo, vai na mesma direção. Ele acredita que a instabilidade do mercado internacional, na medida que afeta a taxa de câmbio, vai orientar a postura do Copom. Se não fosse isto, segundo ele, haveria espaço para nova redução dos juros, diante dos fundamentos positivos da economia brasileira. Mas, com a incerteza externa, o comitê deve ficar "em compasso de espera". IBEP INSTITUTO BRASILEIRO DE ESTUDOS POLíTICOS 1

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